Poesia Coquetista

No II Concurso Literário da piauí de julho/09, a revista nos desafiou a encaixar a seguinte frase: “E dizer que estraguei anos de minha vida, que eu quis morrer, que tive meu maior amor, por uma mulher que não me agradava, que não fazia o meu gênero!” (Marcel Proust, do 1º volume da obra “Em Busca do Tempo Perdido”).

A frase era grande demais, ela já dizia muito. Resolvi então levar a idéia de “encaixar” a frase às últimas consequências. Taí o resultado: acabei conseguindo mostrar qual é o “gênero” da mulher em questão sem acrescentar uma só palavra! Saiu publicado na piauí de agosto/09.

encaixe_semcontorno_baixa

Para quem não entendeu o título: é uma mistura de “poesia concretista” (também conhecida como poesia concreta) com a palavra “coquete”.

Coquete: “Diz-se da mulher que, pelo prazer de ser admirada, procura despertar o interesse amoroso dos homens.” (Dicionário Michaelis Online)

Poesia concreta: veja este site (www.poesiaconcreta.com.br) e alguns exemplos de:

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Augusto de Camposaugusto

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Haroldo de Campos
haroldo

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Décio Pignatari
decio

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